IGREJA SÃO JOSÉ DO POXIM (CORURIPE – AL)

Endereço:

Poxim, R. Abelardo Holando

Notas Históricas:

Segundo Lemos (1999), a construção da Igreja de São José do Poxim tem data provável de 1717, antecedendo à criação da Freguesia do Poxim em 1718, por ordem do bispo de Olinda que a desmembrou de Penedo. A datação do lavabo em cantaria da sacristia com o ano de 1762, conforme acredita o autor é de ampliação e remodelação posterior, uma vez que não seria factível a elevação do Poxim à sede paroquial sem um patrimônio estabelecido. Lemos (1999) cita que como legado da época dos engenhos, os escravos, além do trabalho do campo e fabrico do açúcar, também eram responsáveis por trabalhos artesanais, móveis, santeiros e oratório, tendo sido o altar-mor e as pias batismais do Poxim, talhados por escravos da região. A igreja possui relíquias tanto religiosas como históricas do povoado do Poxim, já que desde 2006 passa-se a funcionar um pequeno museu em seu primeiro andar. Podemos citar como relíquias uma pesada cruz de madeira de origem desconhecida que se encontra na sacristia, a lendária imagem de São José do Poxim e de acordo com uma lenda um túnel secreto. Recebeu parecer favorável ao tombamento estadual pelo Conselho Estadual de Cultura, segundo a Resolução CEC Nº 04, de 07 de julho de 2010 (SECULT, 2016).

Identificação Tipológica:

Arquitetura Religiosa

Repertório Formal Estilístico:

A Igreja São José do Poxim possui um estilo com ascendência barroca de singelas dimensões. A construção remonta da segunda metade do século XVIII, constituída por dois pavimentos, está disposta defronte a amplo adro que hoje constituí a Praça São José do povoado. No adro, alinhado com a porta de acesso principal, encontra-se o cruzeiro em madeira. O espaço sofreu reforma em 2016, com pavimentação em intertravado e retirada da rua que cortava a praça. A igreja não possui torres sineiras, sendo classificada como simples. Sua fachada principal é margeada por pseudocolunas de fuste liso com uma base ornamentada com losangos em relevo e pináculos piramidais como arremate. Possui uma portada de acesso principal e três janelas no pavimento superior, o coro, com diferença de alturas, sendo a janela central levemente deslocada em altura, convidando o olhar a seguir para o alto, até o óculo central margeado por ornatos em ramos. Todas as aberturas possuem verga em arco abatido, cercadura e, na fachada principal, são encimadas por ornamentos em massa que imitam tecido; Frisos que seguem a altura dos beirais, compõem um arco pleno ao centro da fachada principal embasando o frontão. Este é delimitado por curvas suaves, com ornamento central e arremate por cruzeiro em ferro. É composta por três volumes, sendo um principal (nave) e dois laterais (consistório e sacristia). Internamente, após a nave principal, o presbitério, espaço que antecede o altar-mor, é dividido por uma portada em arco com umbral com pedra angular com adorno floral. O altar-mor, assim como a capela lateral do Santíssimo Senhor, possui retábulo entalhado em madeira ricamente trabalhada em com ornamentos em delicados recortes em motivos fitomórficos bem ao estilo rococó. Os ambões, com guarda-corpos decorados, onde os padres rezavam as missas, hoje não possuem mais as escadas de acesso. A cobertura da nave, em estrutura de madeira e telhas cerâmicas do tipo canal, está atualmente sem forro de fechamento. Os beirais possuem acabamento em eira e biqueira. As fachadas laterais, possuem acessos secundários e janelas na porção superior. Todas as aberturas possuem esquadrias em madeira, com folhas almofadadas e acabamento em esmalte sintético na cor verde. A pavimentação da nave é constituída por ladrilho hidráulico 20×20 em padrão geométrico. Nos demais ambientes, após reformas, foram instalados outros tipos de piso. No pavimento superior dos blocos laterais, onde funcionam o Museu dos Devotos e Sacristia, o piso é em forro de madeira, assim como o forro da cobertura.

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Referências Bibliográficas

LEMOS, João R. Coruripe: sua história, sua gente, suas instituições. Maceió: GCL, 1999.

SECRETARIA DE CULTURA DE ALAGOAS – SECULT-AL. Conselho Estadual de Cultura. Resolução CEC nº 4/2010. Disponível em: http://www.cultura.al.gov.br/conselho-estadual/resolucoes-cec/2010/Resolucao%20no%2004-2010%20-%20Tombamento%20Igreja%20de%20Poxim%20%2007.07.2010.pdf Acesso em: 01 de setembro de 2016 (1)

SECRETARIA DE CULTURA DE ALAGOAS – SECULT-AL. Museu dos Devotos. Disponível em: http://www.cultura.al.gov.br/politicas-e-acoes/museus/cadastro-de-museus-alagoanos/4-sul/coruripe/museu-dos-devotos-dom-constantino-leurs Acesso em: 01 de setembro de 2016 (2)

SILVA, Maria Angélica da. Modos de construir, modos de alimentar: memórias de uma paisagem caeté. Maceió: IPHAN, 2006. (Relatório técnico)


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