IGREJA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO

Segundo Lima Júnior (2002), a primeira pedra da igreja de São José Operário foi lançada em 1886, conforme o documento arquivado no Instituto Histórico de Alagoas, transcrito em seu livro “Igrejas e Capelas de Maceió”.

A invocação ao protetor dos trabalhadores, o carpinteiro São José, pai de Jesus Cristo, deve-se à localização da pequena capela no bairro de Fernão Velho, que surgiu como vila operária da extinta indústria Carmen.

Fundada em 1857 pelo Barão de Jaraguá como Companhia União Mercantil, foi a primeira indústria têxtil do Nordeste. Na década de 1890 a administração passou para a família Machado e no final da década de 1930 passou para a família Leão. Ambas investiram muito em lazer para que seus funcionários permanecessem no local, que também dispunha de estação ferroviária, cineteatro, ambulatório, creche e diversificado comércio.

Na década de 1950 a fábrica foi vendida para Othon Bezerra de Mello, que a renomeou como “Othon Bezerra de Mello, Fiação e Tecelagem S/A – Fábrica Carmem”, nome que permanece na fachada remodelada em 1952. Nesta última fase administrativa, Othon de Mello chegou a construir o Recreio Operário para festividades e, após funcionar por mais de 140 anos, no final da década de 1990 a Fábrica Carmen foi desativada e o bairro aos poucos foi esvaziado, bem diferente de seu auge na década de 1970, quando a indústria chegou a empregar mais de cinco mil funcionários.

Você pode localizar esta edificação em Maceió através do Google Maps (clique aqui) e também visualizá-la no Google Street View (clique aqui)!

Referências bibliográficas

LIMA JÚNIOR, Félix. Igrejas e Capelas de Maceió – Maceió: Academia Alagoana de Letras, 2002.

SILVA, Jordânnya Dannyelly do Nascimento Silva. Estratégias de desenvolvimento para o bairro de Fernão Velho: uma mudança de paradigma. Monografia (Graduação em Arquitetura e Urbanismo) – Maceió: Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2008.


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