IGREJA DE SANTA TEREZINHA

Por volta de 1930, o padre João Miranda organizou uma Liga para erguer um templo na rua Capitão Samuel Lins, na parte do planalto da jacutinga conhecida como Alto do Urubu, o templo seria consagrado à santa carmelita do mosteiro de Lisieux. Esta Liga denominada “amigos de santa Terezinha” idealizou a construção do templo.

Em um terreno doado por um comerciante local e a boa vontade dos fiéis as obras tiveram início, a primeira fase da construção foi custeada através da arrecadação de fundos com leilões e festas populares. A planta da igreja foi elaborada pelo pintor José Paulino de Albuquerque Lins, e a execução ficou sob responsabilidade do Engenheiro Afonso Lyra.

Em 1941 as obras foram paralisadas em virtude do falecimento de Arnóbio Valente, um baluarte das campanhas para a reconstrução da igreja, e só foram retomadas em 1944 pelo monsenhor Cícero Vasconcelos, pároco de Santa Rita, que tomou empréstimo em bancos e continuou os trabalhos. Em 1945 a imagem de santa Terezinha foi levada ao templo e depois mais uma vez os serviços foram suspensos, só voltando em 1960 com a obtenção de novos recursos. Em 30 de setembro de 1962 foi marcada a data de inauguração, marcada por atividades festivas.

A arquitetura da igreja segue uma linha eclética, influenciada pelo estilo românico, através de sua fachada com torres simples, bem como na composição da capela-mor onde o emprego do arco redondo na forma de uma semicircunferência, apoiado sobre colunas igualmente redondas revelam algumas características fundamentais deste estilo.

A fachada é simples, composta por três portas almofadadas e arqueadas nas extremidades superiores, com a porta central em destaque com tamanho maior. Um pouco acima das portas, na parte do coro, existem duas janelas com formato de semicircunferência. Próximo à torre encontra-se um vitral com a imagem da santa padroeira. E a torre, seguindo o modelo românico, ostenta em sua extremidade a Cruz de Cristo. A nave única é separada da capela-mor por colunas cilíndricas, sobre a qual se erguem arcos redondos. O altar da capela-mor é todo em mármore e está entre quatro colunas cilíndricas sobre as quais se erguem quatro arcos redondos, seguindo a composição românica (QUEIROZ, 1987).

A igreja foi construída em duas fases: a capela-mor construída na década de 1930 e a nave única com a fachada na segunda fase, sendo construída quase 30 anos depois.

Quase todas as imagens e objetos litúrgicos foram adquiridos no Rio de Janeiro. A imagem da Santa Padroeira chegou transportada pelo rio Itapajé, os quadros da via sacra foram doados pelo casal Zinho e Judite Leão.

Tanto no presente como no passado existem pessoas anônimas que estão por trás do desenvolvimento e crescimento da igreja, constituindo líderes que colaboraram e colaboram para o funcionamento da igreja e da comunidade. Sacristãos, moradores da vizinhança que compõem a comunidade.

Você pode localizar esta edificação em Maceió através do Google Maps (clique aqui) e também visualizá-la no Google Street View (clique aqui)!

Referências bibliográficas

LIMA JÚNIOR, Félix. Igrejas e Capelas de Maceió – Maceió: Academia Alagoana de Letras, 2002.

QUEIROZ, Álvaro. História da Igreja de Santa Terezinha. Arquivo da Arquidiocese de Maceió. Maceió, 1987.


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